terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Dia Internacional da Língua Materna
Roteiro Biográfico da Nossa Escola
Caracterização do meio envolvente
1-Vialonga
Vialonga fica situada no Concelho de Vila Franca de Xira, na zona ocidental, a 15 Km da sede de Concelho e a 16 Km de Lisboa.O nome primitivo da vila parece ter sido Villa Longa, que com o decorrer dos tempos passou a designar-se Via Longa.Surge de uma povoação muito antiga, embora não haja documentação anterior aos séculos XII e XIII, pelo facto de Via Longa não ser ainda Paróquia, o que só veio a acontecer no Séc. XV. Era uma povoação com uma só rua de cerca de 1 Km.Esta aldeia era muito fértil, principalmente em hortaliças e abastecia os mercados da Praça da Figueira. Vivia quase exclusivamente da agricultura e é de salientar que, há um século atrás, existiam na Freguesia apenas 242 trabalhadores.Em 1926 era a freguesia do Concelho de Vila Franca de Xira com maior percentagem de analfabetos situando-se esse número em 95,3%. Vialonga cresce sobretudo a partir da década de 70.Na década de 80 era a freguesia do concelho de Vila Franca de Xira com população mais jovem, sendo a média de idades de 22,8 anos. Tende, naturalmente, a um envelhecimento uma vez que a população residente se mantém.Vialonga tem, actualmente, cerca de 19.000 habitantes (censos /2001), tendo a maioria adquirido casa própria.Existe um número diversificado de infraestruturas, sendo de sublinhar a Casa do Povo, a Casa da Cultura, a ABEIV, o JAV, os Bombeiros, a Junta de Freguesia, o Posto de Saúde, a CURPIV, o Pavilhão Municipal, o Pavilhão Gimnodesportivo, o Centro de Dia, o Centro de Acolhimento Temporário, o Centro Comunitário, a GNR, e várias associações.Prevêem-se, contudo, grandes alterações demográficas, económicas e sociais na Freguesia, devido aos acessos criados com a transferência dos Mercados de Lisboa para o MARL que faz fronteira com Vialonga e que envolverá um movimento de cerca de 14000 viaturas e 30000 pessoas/dia.
2 - O Bairro
A Escola EB1 nº2 situa-se no Bairro Olival de Fora, conhecido por Bairro da Icesa. Com uma população de origem social, cultural e linguística diversificada, marcada por problemas económicos e sociais, esta ocupa uma zona social e habitacional tipo dormitório. Existem, manchas de desemprego, de pobreza, de habitação de qualidade diminuta e um baixo nível de escolarização.O bairro é constituído por 408 fogos, distribuídos por 27 edifícios de habitação colectiva, alguns deles com 10 pisos. Foi lançado pela empresa Icesa, no início dos anos 70, e recuperado, em parte, pela Autarquia, após a sua falência.
Desde então, encontra-se dividido em duas partes distintas – uma de preços homologados (PH) e outra de habitação social (HS) - que se diferenciam fortemente, quer em termos de características do espaço, quer em termos do perfil das populações nela residentes. Sendo, aliás, por esta razão que se utiliza, sistematicamente a variável "parte do bairro" para analisar as populações em questão.Trata-se de uma população essencialmente migrante, originária, sobretudo, dos distritos de Lisboa e Setúbal, de alguns países de Leste, da Ásia, do Brasil, dos PALOP (Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné e São Tomé e Príncipe), sendo a proveniência do próprio concelho bastante reduzida.
Apesar de se tratar de uma população extremamente jovem, os níveis de escolarização são baixos, atingindo-se taxas de analfabetismo na ordem dos 7,9% e 3,5 %. Consequentemente, predominam as profissões operárias, os empregados administrativos executantes e o pessoal de serviços de limpeza, pessoais e domésticos. A inserção no mercado de trabalho revela-se bastante deficiente, verificando-se um elevado índice de trabalho precário.
A Escola
A actividade lectiva iniciou-se em 1980/81, com as aulas a funcionar em lojas (de um prédio designado Torre 3), integrada na Escola nº1 de Vialonga.
Continuou a funcionar nestes moldes até 1984, ano em que se tornou autónoma, desligando-se da Escola nº1 e constituindo assim a Escola nº3, que passou a funcionar em mais quatro lojas. Posteriormente, foram adquiridas mais duas lojas.
Porém, em 1985/86, o Conselho Escolar deparou-se com um aumento considerável de crianças, levando-o, por unanimidade, a optar por um funcionamento em horário triplo.
A população não aceitou, impedindo a entrada das crianças nas respectivas salas de aula. Foram contactados os Órgãos de Informação, a Câmara e o Ministério da Educação, para tomarem conhecimento da situação e tentarem resolver o problema.
No ano de 1986/87, foi construída a 1ª fase desta Escola (8 salas), tendo, algumas turmas, continuado funcionar, nos antigos espaços.
No ano seguinte, foi construído um novo edifício com quatro salas e as lojas foram desactivadas, tendo servido, mais tarde, para desenvolver outras actividades (Cantina, ATL...).
No ano lectivo de 1989/90, foram construídas mais duas salas de aula, num terreno que dista desta Escola cerca de 500 metros, que mais tarde foram disponibilizadas para Jardim de Infância.
Finalmente, foi edificado um Complexo Desportivo (polidesportivo descoberto mais ginásio) anexo à Escola, servindo também a população do bairro e que entrou em funcionamento no ano lectivo 1993/94.
No início de 1998/99 após um violento assalto, grande parte do material foi destruído e já, na perspectiva de ampliação e melhoramento do Complexo Desportivo, iniciaram-se as obras nesse sentido, tendo o ginásio ficado inserido na nova estrutura.
Em Maio de 1999/2000 foi finalmente inaugurado o Pavilhão Municipal do Olival de Fora, com a presença da Ministra Elisa Ferreira.
1. Enquadramento legal
Em 1985, esta Escola foi considerada E.I.P. (Escola de Intervenção Prioritária), devido à situação económica, social e cultural do meio envolvente.
A pertinência da situação e a dinâmica do corpo docente levaram à tentativa de aplicação do primeiro Projecto Educativo de Escola (Projecto Escola) em 1989/90, documento que foi crescendo e melhorado nos anos seguintes. A sua adaptação às novas situações surgiu natural e instintivamente.
Mais tarde, em 1996, foi inserida no T.E.I.P. (Território Educativo de Intervenção Prioritária), juntamente com as outras escolas do 1º ciclo de Vialonga, a Escola EB 2,3 de Vialonga e o Jardim Infantil da Casa do Povo de Vialonga - Desp.147 - B/ME- 96 e Desp. Conjunto 73/SEAE/SEEI/96.
Em 1997/98 a Escola foi proposta para funcionar em Regime de Autonomia, pois reunia as condições para o efeito.
Desencadeado o processo de implementação da mesma – preparação para a criação dos novos Órgãos de Gestão – a situação não evoluiu por ausência de listas de docentes.
Em 2000/01 a sua designação passou de EB1 nº3 de Vialonga para EB1 nº2 de Vialonga. Em 2006 foi criado o Agrupamento de Escolas de Vialonga.